A disponibilidade desse espaço foi idealizada com a intenção de disseminar e trocar informações e ideias referentes aos temas Desenvolvimento Humano e Gestão de Pessoas, criando um local de discussão sobre questões de mercado de trabalho e a realidade vivida na gestão empresarial, além de oportunizar a divulgação de eventos diversos sobre temas relacionados aos assuntos tratados no blog.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Equipes eficazes resultam de contratações eficazes


Ninguém mais duvida que o mundo empresarial mudou radicalmente. Há muito mais exigência de qualidade. O uso de tecnologia é cada vez mais necessário, aliás, quase indispensável e a concorrência: implacável!
Assim, para quem quer manter seu lugar ao sol e crescer, é essencial reconhecer que já não há mais lugar para amadorismo; e se isso vale para a administração de uma empresa de modo geral, vale também para a escolha de pessoas que comporão as equipes de trabalho; afinal, por mais moderna que qualquer organização possa ser, ela sempre necessitará contar com seus colaboradores, o que faz com que cada vez mais, seja valorizada a forma como essas equipes serão compostas.

Ainda é muito comum para algumas empresas, a opção pela contratação de pessoas indicadas por colaboradores ou outras pessoas conhecidas e essas contratações tendem a ocorrer sem critérios – não há nenhum tipo de avaliação, ou sequer uma entrevista formal com o candidato – e após algum tempo, em muitos casos, o que acaba se descobrindo é que ele ou ela não demonstra ter as características exigidas pelo cargo e, portanto, não atende a necessidade da empresa.
Outra situação comum é a do empregador que contrata uma pessoa porque ele/ela “estava precisando muito” do emprego; é um caso onde a escolha parece estar invertida, pois é o candidato que acaba por escolher sua vaga e não o contrário, ou simultaneamente, como pede o bom senso. Infelizmente, em boa parte desses casos, também é comum que haja decepção, ou insatisfação em relação ao desempenho apresentado pelo novo contratado, afinal, foi contratado em nome de sua necessidade pessoal, não se considerando o peso de suas qualificações ao um determinado cargo na empresa.

Que fique claro que não está se afirmando aqui que há erro em se dar atenção às indicações de candidatos ou que não se deva ou não se possa ajudar a quem precisa. O erro está em considerar essas questões como condições básicas para uma contratação; como se uma indicação (porque é de uma boa família) ou a necessidade de auxílio financeiro (quem precisa permanece mais tempo no emprego) fossem garantias de acerto na escolha dessas pessoas. Certamente existe a possibilidade desses profissionais se adaptarem e a troca ser justa e vantajosa para as partes; mas não é o que a prática demonstra.

O que se quer destacar aqui é a necessidade de que as contratações ocorram de modo profissionalizado, que mesmo no caso de uma boa indicação, ou de se pretender ajudar alguém, esses candidatos sejam efetivamente avaliados. Ou seja, que o empregador o entreviste ou use de qualquer outra forma de avaliação que tenha cunho profissional; que o escolhido o seja porque atende as necessidades da empresa, e não ao contrário. Isso é profissionalizar.

Portanto, para atender a demanda de um mundo empresarial competitivo, passa a ser imprescindível buscar no mercado de trabalho, profissionais qualificados, com habilidades e competências que possam contribuir com o desenvolvimento da empresa.

Como fazer isso? Depende do porte da empresa e de suas necessidades; o gestor pode estruturar uma área de recursos humanos dentro da empresa, pode buscar desenvolver-se através do aprendizado de técnicas e usos de ferramentas de seleção como as entrevistas ou contratar serviços terceirizados de seleção de pessoal através de avaliação psicológica.

A realização desse tipo de avaliação requer a presença de profissionais especializados na área de psicologia, pois somente um psicólogo tem autorização e preparo profissional para identificar corretamente quais são os candidatos mais apropriados a ocupar determinados cargos numa empresa, em virtude de possuírem as características (como, por exemplo, conhecimentos, habilidades, competências, traços de personalidade etc) consideradas mais adequadas ao seu desempenho.
Avaliar adequadamente um candidato significa buscar conhecê-lo e isso exige a aplicação de técnicas específicas como: entrevistas individuais ou coletivas, testes psicológicos, dinâmicas de grupo, observações lúdicas e provas situacionais.
De acordo com Guion & Highhouse (2006), a avaliação psicológica no contexto organizacional e do trabalho tornou-se, ao longo do tempo, uma ferramenta poderosa de tomada de decisão que, quando implementada de modo apropriado, trás benefícios indubitáveis para os indivíduos, para as organizações e para a sociedade em geral.

Frente a esse cenário, cada empresa deverá descobrir de que modo poderá ajustar-se à nova realidade, mas o imprescindível é que o faça. Certamente, todos sairão ganhando, pois a atração e manutenção de talentos na formação de uma equipe de trabalho, sem dúvida, também atrairá bons resultados e sucesso aos negócios.

quinta-feira, 21 de junho de 2012



De olho na balança: Veja as profissões e os hábitos que mais aumentam o manequim

SÃO PAULO – Se você anda sentindo que o manequim tem aumentado nos últimos tempos, uma explicação está no seu trabalho. Ao menos é o que aponta estudo do CareerBuilder, conduzido pela Harris Interactive com 5.700 trabalhadores, que revelou quais são as profissões que mais geram ganho de peso.

De acordo com o levantamento, quem trabalha como agente de viagens ou procurador/ juiz, por exemplo, tem mais chances de engordar. Veja abaixo as dez profissões que mais aumentam o número de manequim.

Agente de viagens

Procurador/ juiz

Assistente social

Professor

Artista/ designer/ arquiteto

Assistente administrativo

Médico

Serviços de proteção (polícia, bombeiro)

Marketing/ relações públicas profissionais

Tecnologia da informação profissional


Por que os profissionais ganham peso?
Segundo o estudo, 44% dos profissionais ganharam peso em seu trabalho atual. Destes, 26% engordaram mais de 10 quilos e 14% mais de 20 quilos. Em contrapartida, 16% dos entrevistados afirmaram ter perdido peso no trabalho atual.


Dentre os fatores que mais levam os profissionais a ganharem peso, o sedentarismo, ou seja, ficar sentado na mesa a maior parte do dia, é uma das causas mais apontadas (54%). O hábito de almoçar na própria mesa também é citado por boa parte dos entrevistados (56%) como uma das causas do ganho de peso.

Além destes dois itens, ainda foram mencionados o estresse (37%), o hábito de pular refeições por conta da falta de tempo (19%), as celebrações no local de trabalho (18%) e a pressão para comer doces e afins oferecidos pelos colegas (10%).
Para manter a forma
Para deixar os quilos extras longe do escritório, a vice-presidente de recursos humanos da CareerBuilder, Rosemary Haefner, dá algumas dicas:



Troque o elevador pelas escadas;

Sempre que possível, vá até a mesa dos colegas, em vez de enviar um e-mail ou falar por telefone;

Opte por lanchinhos mais saudáveis e deixe frutas e vegetais na geladeira do escritório;

Leve sua comida;

Troque cafés e sucos por água.





Fonte: Yahoo! FinançasBR - InfoMoney – qua, 13 de jun de 2012 13:55 BRT

segunda-feira, 18 de junho de 2012

RemuneraRH


Quanto vale seu colaborador?

Tratar do assunto remuneração sempre é bastante delicado para todas as partes envolvidas, afinal, no valor do pagamento de um profissional há muito  mais do somente o valor financeiro; aliás, embora tenha peso inquestionável, em boa parte das situações, esse não é o valor mais importante. 
Há pesquisas formais que comprovam essa afirmativa, mas nem precisa tanto, basta olhar à volta - se isso fosse verdadeiro, todo aquele que recebe um salário significativo ou acima da média de seu cargo, seria um profissional satisfeito e produtivo.  E essa não é a realidade vigente, há questionamentos, queixas e reinvidicações inclusive entre estes.
Essa condição tão frequente no dia a dia das empresas faz pensar que é indispensável que se discuta mais, que se estude e que haja mais trocas de experiência entre empreendedores da área de Recursos Humanos e empresários em geral, sobre alternativas de remuneração que estão sendo praticadas e como adaptá-las e ou criar novas soluções nessa área, conforme as possibilidades de cada empresa.

Mais do que se preocupar ou "reclamar das reclamações", participar de cursos e eventos onde pessoas se reúnem focadas num mesmo objetivo, como um congresso, por exemplo, pode ser uma boa alternativa para isso, não é?


sexta-feira, 15 de junho de 2012

O valor do Autoconhecimento – Quem é você?

Envolvidas pela rotina, é incomum as pessoas se dedicarem à auto observação e por isso, não são poucas as que não conseguiriam responder a essa simples pergunta. 



A fonte dessa resposta genuína está no autoconhecimento: eu sei quem sou, na medida em que sei reconhecer em mim, certas características. Ou seja, um indivíduo pode afirmar que sabe sobre si mesmo quando tem clareza de, no mínimo, alguns de seus talentos e habilidades e de pontos de desenvolvimento que merecem sua atenção. 

Na aquisição dessa consciência, reside a chance de administrar melhor a vida pessoal e profissional, sendo possível maior aproveitamento das forças e redução das limitações a ponto de evitar que as mesmas afetem significativamente os relacionamentos em qualquer área. 

Essa prática favorece inclusive, a realização de mudanças pessoais, que se apóiam também no conhecimento prévio da situação atual de cada um e no reconhecimento do patamar em que se encontra seu autoconhecimento. Somente assim será visível toda a gama de possibilidades que há à frente e quais serão os esforços a serem realizados; além disso, identificará melhor os próprios sentimentos e intenções, facilitando o entendimento do que de fato pode influenciar seu comportamento, direcionando suas ações apenas para o que efetivamente contribua para atingir seus sonhos e anseios para a sua vida. 

Todos são dotados de habilidades e talentos potenciais, o que falta, habitualmente, é a motivação para dar início a essa aventura interior que é a descoberta de si mesmo. Só há lucros - essa reinvenção, incrementa o nível de satisfação interna e os resultados obtidos, tanto no relacionamento consigo mesmo, através de uma melhor aceitação e fortalecimento da auto estima, quanto no relacionamento com as outras pessoas, pois a tendência é que seja mais fácil entender e se colocar no lugar do outro, o que sem dúvida alguma facilita a convivência com a realidade do mundo. Porém, o sucesso dessa empreitada depende da escolha de cada um, que pode deixar-se ao sabor da vida ou agir, transformando-se em quem quer ser.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A importância da Avaliação Psicológica para Motoristas

No ano de 1951 entrou em vigor no Brasil a exigência de avaliação psicológica para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação; o processo ficou conhecido como Psicotécnico, em 1998, com a criação do Novo Código de Trânsito, o processo passou a ser denominado Avaliação Psicológica Pericial de Motoristas. No Paraná, a avaliação psicológica é exigida na obtenção da primeira habilitação, na renovação da mesma, nos casos de reabilitação por pontuação ou por envolvimento em acidentes. Salvo esses casos, a avaliação psicológica será considerada por tempo indeterminado para o indivíduo que obteve a Carteira Nacional de Habilitação; isso significa dizer que essa avaliação será mantida como válida por toda a vida do avaliado, independentemente de todas as transformações pelas quais ele passará ao longo desse tempo. 

Uma grande parcela dessas pessoas ingressará no mercado de trabalho, parte delas escolherá atuar em profissões onde se utilizará de veículos automotores na execução de suas atividades. E provavelmente, um número significativo desses profissionais não passará por nenhum tipo de avaliação psicológica que revele como se encontram em relação às suas condições atuais para a direção veicular. 

Aqui, vale lembrar que o ato de dirigir não é de forma alguma, um “direito adquirido”, há provas suficientes de que a condução de um veículo exige habilidades bastante específicas e infelizmente, nem todos as tem e, portanto, muitas pessoas não apresentam condições físicas ou emocionais para assumir essa responsabilidade. Basta um breve olhar nos noticiários diários e se tem mais comprovações desse fato, pois é de largo conhecimento que a maioria dos acidentes de trânsito são causados principalmente por fatores humanos. 

Não se trata de questionar a habilidade dos profissionais do volante, mas sim, de validar a importância da realização de avaliações psicológicas que previnam o ingresso dos que não estejam devidamente preparados ou não apresentem o perfil adequado à atuar profissional entre os demais. 

É importante enfatizar que a Avaliação Psicológica deve ser realizada exclusivamente por psicólogos e é um processo com embasamento técnico-científico, produzido por métodos, instrumentos e técnicas que favorecem o conhecimento de características referentes às capacidades cognitivas, emocionais e habilidades específicas do avaliado e permitem a interpretação dessas informações, resultando num diagnóstico direcionado a um objetivo e situação para a qual foi planejada. 

Em se tratando de mercado de trabalho, a utilização de avaliações psicológicas é significativa em qualquer tipo de processo seletivo, pois a investigação de características psicológicas antes da contratação profissional facilita a escolha de pessoas com perfis mais adequados às exigências das empresas, e isso, certamente oferece vantagens como a localização e retenção de talentos no quadro de colaboradores, maior possibilidade de adaptação, redução de demissões, etc. 

No caso específico dos profissionais condutores de veículos automotores, principalmente nos que atuam diretamente o transporte de bens ou de pessoas, as avaliações psicológicas têm peso fundamental, afinal, os motoristas são profissionais submetidos ao constante e acentuado estresse do trânsito dos dias de hoje, e a partir do ingresso numa empresa, passam a ter nas mãos, na maioria das vezes, um veículo de alto custo, que não é de sua propriedade, assumem atribuições e exigências de um determinado cargo e devem atuar mediante regras e normas específicas de uma corporação, seu empregador. Tais condições reunidas, certamente elevam sua responsabilidade e representam um acréscimo na pressão cotidiana; isso, sem dúvida refletirá em seu comportamento, enfatize-se, seu comportamento no trânsito. 

Atrair e contratar profissionais sem que haja uma avaliação mais criteriosa e técnica pode significar riscos financeiros, pois tal ação aumenta a possibilidade de inadaptações e consequentemente, demissões, voluntárias ou não, o que repercute nos resultados e na imagem da empresa. Pode ainda, significar um risco mais grave, o de engrossar as tristes estatísticas no que diz respeito aos acidentes de trânsito, sendo esse, sem dúvida o pior deles. 

Segundo o BPTRAN, no Estado do Paraná, no ano de 2010 ocorreram 43.800 acidentes de trânsito envolvendo vítimas fatais; um dado como esse não pode ser desconsiderado, e todas as pessoas e instituições tem algum grau de responsabilidade sobre isso, e de algum modo podem participar a fim de, no mínimo, buscar reduzir essa infeliz realidade. 

Heloá Vitorino
Psicóloga
(CRP 08/3785)

Cacilda Aleixo
Psicóloga
(CRP 08/ /02422)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Administração e a Valorização do Tempo

Estamos em pleno século 21, era onde o Conhecimento e a Tecnologia são destacadas, onde as mudanças são muito rápidas e a atualização é a palavra de ordem e uma exigência no mercado de trabalho. Para atender a essa demanda, surgem muita pressão e correria no dia-a-dia e isso acaba envolvendo as pessoas de tal forma que a grande maioria fica à beira de um esgotamento. A principal queixa é a falta de tempo, que por sua vez gera a sensação de incapacidade, insatisfação e desgaste. Assim, as pessoas vivem em constante agitação física e mental, e freqüentemente, deparam-se com imprevistos, trabalham até mais tarde para cumprir todos os compromissos e terminam o dia tensas e estressadas. Certamente precisam administrar melhor o seu tempo, distribuir a atenção entre os diversos papéis (profissional, familiar, educacional, etc.) e buscar melhor produtividade e qualidade de vida. Precisam enfim, aprender a utilizar a capacidade de negociar seus limites consigo mesmos, pois mais do que métodos, técnicas e princípios, a administração do tempo é uma postura, uma atitude de viver o presente sem perder o senso e a perspectiva do futuro. 


Administração de tempo não é uma técnica, mas sim um comportamento. Não existe nenhuma técnica milagrosa ou mágica e nem programa de computador ou agenda eletrônica que resolva o problema da má administração do tempo. Administrar tempo é usar de planejamento, é assumir atitude assertiva frente a uma tarefa. 

Em resumo, saber usar de assertividade e administrar bem o tempo exige uma forma racional e sistemática de mudança, baseada no bom senso, na auto análise e na observação do próprio comportamento; envolve também, crenças, preconceitos, emoções e valores. Portanto, sua aplicação pressupõe abertura e autoconhecimento. 

Não se esqueça: todos os dias sempre têm vinte e quatro horas e neste espaço de tempo você tem que se dedicar, além do trabalho, ao lazer, à família, à sua saúde, ao seu desenvolvimento e ao seu descanso, sua qualidade de vida. Portanto, as pessoas administram o tempo de suas vidas e não do trabalho; o trabalho é uma das atividades que temos durante as nossas vinte quatro horas diárias de vida. Raramente encontraremos uma pessoa que administra bem o tempo em seu trabalho, mas não consegue fazê-lo em sua vida pessoal ou vice-versa. Ou você administra (e valoriza) o seu tempo ou não administra. 

"Seu tempo" significa o tempo de sua vida e não somente o tempo dedicado à sua empresa. 

Há um ditado popular que diz que tempo é vida; então, deixar passar o tempo sem aproveitá-lo é desperdiçar vida e administrar o seu uso pode significar controlar (na medida do possível) a própria vida.